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African bride touching groom?s lips

Palavras que ferem

Por: João Wagner Ferreira

A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.” Provérbios 15:1

Não é raro cônjuges que são capazes de ofender verbalmente um ao outro. Certo marido disse: “minha mulher me chamou de Débil mental imprestável e que o pior erro de sua vida foi ter se casado comigo, solteira estaria melhor. E tudo isso porque esqueci a toalha molhada em cima da cama. Tem sido assim desde o início de nosso casamento. Não aguento mais. ”
Analisando a maioria das palavras ofensivas que ocorrem entre os casais devemos entender o motivo: “a baixa autoestima”. Esse é o maior motivo de violência verbal entre casais. A maioria das pessoas que ofendem com palavras, da mesma forma também foram vítimas de palavras que lhes deixaram profundas cicatrizes no passado.
Todas as pessoas ao se unirem em laço matrimonial trazem consigo uma pesada bagagem emocional. Suas memórias trazem lembranças das fortes emoções vivenciadas em sua família original e muitas vezes trazem lixos apodrecidos nessa bagagem emocional.
Se desejarmos ajudar essas pessoas, devemos ser solidários com suas necessidades e ao mesmo tempo desaprovar suas atitudes. Nunca devemos aceitar palavras ofensivas como algo comum e corriqueiro; mas também não devemos contra-atacar com as mesmas armas em autodefesa. Devemos ter a certeza que as palavras que saem de nossa boca são palavras de vida e não de morte; palavras que saram e que honram a Deus, a exemplo do salmista que possuía o propósito de não pecar em suas palavras, o qual disse:
“Guardarei os meus caminhos para não pecar com a minha língua; guardarei a boca com um freio, enquanto o ímpio estiver diante de mim.” Salmos 39:1
Devemos proferir palavras tais como: “Sei que você tem seus motivos para estar tão estressada para dizer essas palavras para mim. Gostaria de poder ajuda-la, mas como você acha que estou me sentindo? Quando estiver mais calma, talvez pudéssemos conversar um pouco sobre isso. ” Quando fazemos perguntas ao invés de acusar, despertamos a capacidade que a pessoa tem para refletir sobre suas palavras e ações.
É importante nos preocuparmos com a necessidade que o outro tem de amor próprio e autoestima. O amor e aceitação torna-se imprescindível nessa hora. Mas, também é necessário que cada pessoa seja totalmente honesta com relação aos seus próprios ferimentos causados pelo outro e que busque uma cura para ambos e não uma vitória. É imprescindível que o casal entenda que o inimigo é o problema vivenciado e não o cônjuge; que se ele (a) está proferindo palavras que ferem é porque também está ferido e que inconscientemente pede socorro.

Ev. João Wagner Ferreira
Escritor e Palestrante

Autor do Livro: “Socorro! Minha família está em perigo”.
Blog: www.blogdafamilia.com
Site: www.diskbiblias.com.br
E-mail: chavedosaber63@gmail.com
(34) 8885-0868 – WhatsApp

About João Wagner

João Wagner Ferreira é Ministro do Evangelho; Co-Pastor Evangelista na Congregação Betel da Assembleia de Deus em Uberlândia/MG (Ministério Missão aos Povos). Curso Superior em Tecnologia de Segurança Pública pela Academia de Polícia de Minas Gerais (APM/MG) é 1º Ten PM (QOR). Graduado em Teologia pelo Instituto Missão aos Povos, filiado à Faculdade Evangélica de Ciência, Tecnologia e Biotecnologia (IMP/FAECAD). É professor na Escola Dominical na Assembleia de Deus há 25 anos; dedicou sua vida a obra de Deus e a família.

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