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“Foi sem querer”.

– Cuidado, você pode machucar alguém. – Jucinei preveniu Thiago de sete anos que corria atrás da Faísca, nossa cadelinha de estimação da raça pinscher. Não deu outra, na próxima corrida Thiago esbarra, derruba e quebra o vaso de flores que se encontrava em cima da mesa de centro na sala.

– Thiago! – A mãe gritou. – Você quebrou meu vaso de flores.

– Foi sem querer. – Respondeu Thiago.

Essa desculpa, “Foi sem querer” está impregnada na natureza humana. Acontece com qualquer um de nós. Falamos, muitas vezes sem pensar, o que nos vem a boca, ferimos e magoamos nosso próximo e a desculpa é: “Não tive a intenção de magoá-lo”; “Foi sem querer”. Nossa teoria é que se as palavras que feriram a outra pessoa não foram proferidas através de uma ação consciente e uma violação intencional da palavra e da vontade de Deus, não houve nenhum pecado nesta situação. Portanto não somos responsáveis pelos danos causados a pessoa de nosso próximo.

Veja o que diz a palavra de Deus a respeito de pecarmos sem intenção de pecar: “Se for alguém da comunidade que pecar sem intenção, (grifo nosso) fazendo o que é proibido em qualquer dos mandamentos do Senhor seu Deus, será culpado”. Levítico 4:27.

Essa passagem de levítico nos leva a uma reflexão a respeito de nossa teoria do pecado e da responsabilidade. Somos plenamente responsáveis pelos nossos atos, pela nossa involuntária violação da lei de Deus e dos direitos alheios ou do mal que causamos a alguém.

Porque Deus se importa com os pecados involuntários (sem querer)? Primeiramente porque Deus deseja que aceitemos a responsabilidade daquilo que fazemos. Não podemos ser amigos (do próximo ou de Deus), se insistirmos em desculpar das ações erradas ou pecaminosas que fazemos e depois nos desculpamos: “Foi sem querer”.

Segundo, acredito que Deus se importa com pecados involuntários do “Foi sem querer”, porque quando confessamos e além disso nos preocupamos em corrigir o mal que causamos, Ele está de braços abertos para nos perdoar. Foi difícil para Thiago, com seus sete anos, compreender que precisava assumir a responsabilidade e dizer: “Perdão. Sinto muito. Não vou mais correr pela casa”. Não somente as crianças, mas isso é comum a maioria das pessoas, dar a desculpa: “Foi sem querer”.

Na verdade, sabemos que ele não teve a intenção de quebrar o vaso, mas, com intenção ou não, o fato é que o vaso quebrou e houve um prejuízo e o prejuízo poderia ter sido muitas vezes mais grave, pois ele poderia ter se machucado com os cacos de vidro que foram espalhados pelo chão.

Será essencial para toda e qualquer criança aprender a ser responsável pelos seus atos. Os pais que desejam ver seus filhos crescerem, serem pessoas maduras, gentis e responsáveis pelos seus atos, devem aproveitar tais situações a fim de leva-los a pensar sobre o que devem fazer antes de causarem danos a si mesmos ou aos outros.

Isso também não é fácil aos adultos. Várias vezes dizemos com sinceridade: “Foi sem querer”; “Não tive intenção”. Porém, o que aprendemos da passagem de Levítico acima é que dizer: “Foi sem querer” não é nenhuma desculpa. Portanto, devemos aceitar a responsabilidade pelos nossos atos. Devemos sempre confessar nossos pecados e faltas que cometemos “Sem querer” e somente desta forma atingiremos um novo nível de maturidade espiritual agradável a Deus e ao próximo.

Ev. João Wagner Ferreira

Palestrante e Autor dos livros: “Socorro! Minha família está em perigo” e “Socorro! Meus estudos estão em perigo”.

(34) 9 8885-0868 – Oi/Whats App

Blogdafamilia.com

chavedosaber63@gmail.com

 

 

 

About João Wagner

João Wagner Ferreira é Ministro do Evangelho; Co-Pastor Evangelista na Congregação Betel da Assembleia de Deus em Uberlândia/MG (Ministério Missão aos Povos). Curso Superior em Tecnologia de Segurança Pública pela Academia de Polícia de Minas Gerais (APM/MG) é 1º Ten PM (QOR). Graduado em Teologia pelo Instituto Missão aos Povos, filiado à Faculdade Evangélica de Ciência, Tecnologia e Biotecnologia (IMP/FAECAD). É professor na Escola Dominical na Assembleia de Deus há 25 anos; dedicou sua vida a obra de Deus e a família.

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